Publicado por: martatb | setembro 16, 2008

Décima oficina- Avaliação do curso e nova fase começa

Estamos na décima e última oficina.

O que vamos levar conosco?

Nossa última oficina foi dedicada à atividade de avaliação do curso. Depois de assistirmos ao filme Carroceiros, que provocou muitas reflexões sobre a realidade das pessoas que vivem daquilo que descartamos, paramos um pouco para pensar em nós, em tudo o que aprendemos estando e trabalhando juntos ao logo do ano.

Em todo processo de construção coletiva, a avaliação é uma ferramenta fundamental, que nos permite rever o que fizemos, para poder seguir em frente fazendo melhor. O texto que segue foi construído alinhavando as falas dos quase cinqüenta educadores que estavam presentes, buscando captar o sentimento da maioria:

“Daqui, vamos levar novas idéias, vontade de mudar e muita saudade.

No começo do curso, eu não conseguia acompanhar, era muita informação. Isso me levou a buscar novos conhecimentos. Eu também aprendi a olhar o outro e ouvir mais.

Hoje, estamos mais conscientes e temos um olhar diferenciado que vai nos ajudar a mudar nossas atitudes. Até a alimentação que recebemos, nos desafiou a mudar nossos hábitos alimentares. Trouxe estranhamentos a alguns que não estão acostumados a ficar sem carne nas refeições.

Saímos sensibilizados. Foi uma chacoalhada em relação à mudança de atitudes frente ao meio ambiente. Conscientização ambiental a partir de valores. As caminhadas foram importantes para criar um novo olhar sobre a educação. Pensamos em projetos transversais. Em negociar, aprender a lidar com os conflitos. Ganhamos novos olhares. Nasceram em nós novas atitudes, cercadas de sonhos. Novos saberes.

Vamos manter contato entre todos, via e-mail, e organizar um reencontro para partilhar resultados. Se, no começo, muitos professores ficaram resistentes, relutantes quanto a colocar em prática a Agenda 21 em suas escolas, hoje a gente veste a camisa. Vamos persistir, planejar e fazer a diferença.”

 

Publicado por: martatb | setembro 16, 2008

Nona oficina- A história das coisas

A história das coisas

O dia começou com um documentário sobre a história das coisas. Coisas que consumimos no nosso dia-a-dia, cada vez mais, sem ter a menor idéia de onde elas vieram e para onde vão depois que não as queremos mais. E o que é pior, sem nos darmos conta que consumimos uma infinidade de coisas de que não precisamos.
O documentário conta a história das coisas desde o início: a extração da matéria prima, a fabricação, a venda, o uso e o descarte. E mostra como isso afeta a vida das pessoas, das comunidades e da natureza.
E nós, sem perceber, acabamos nos tornando escravos desse sistema que está nos fazendo todos infelizes e, pouco a pouco, consumindo os recursos naturais do nosso planeta. Como não poderia deixar de ser, o filme gerou muitas reflexões:

“Temos que valorizar coisas boas que se perderam: família, amigos e não valorizar o consumo.”

“Nossa geração passa por um avanço da tecnologia e me preocupo com as próximas gerações porque estamos perdendo os vínculos afetivos.”

“Que felicidade é esta do consumo?”

“Todos procuram a felicidade e nesta busca sempre pensamos que o pobre é infeliz. É relativo pensar que aquele que não consome não é feliz.”

“Qual o custo social para satisfazermos os sonhos de consumo de apenas alguns?”
“Precisamos ser amados, percebidos, reconhecidos… Por que nos importamos tanto com o olhar do outro e não com a situação do outro?”

“Além de consumir, consumimos errado. Não é importante ter muito, é importante ter o que realmente precisamos… minha mãe tem horta em casa e sente prazer em consumir o que produz.”

Para assistir com legendas em português, vá para http://www.sununga.com.br/HDC/?topico=display

Publicado por: martatb | setembro 14, 2008

Oitava oficina- Resíduos e sensibilização

Lixo: de que lado você está?
Esse é o título de um filme provocativo e chocante que assistimos logo no início do nosso encontro. “Lembra o Ilha das Flores”, comentou uma professora, acrescentando que este curta tem um enfoque mais social, enquanto o filme de hoje propõe uma reflexão ambiental. Faz a gente pensar sobre o tanto de resíduos que geramos e sobre a impossibilidade de continuarmos produzindo, consumindo e descartando no ritmo que das últimas décadas.
O que são resíduos sólidos?
Indaia, nossa palestrante, esclareceu que usamos o termo lixo para definir tudo aquilo que não serve mais para nada. O correto seria dizer resíduos sólidos, mesmo porque nem tudo o que descartamos é lixo, de fato. Muita coisa pode ser reaproveitada ou reciclada. Entretanto, ressalta Indaia, antes de reaproveitar e reciclar precisamos pensar em reduzir e perguntou ao grupo o que contribui para o aumento do consumo.
Uns falaram que o próprio ciclo econômico impõe a continuidade da produção de lixo, outros citaram a pouca durabilidade dos produtos, a publicidade que impõe determinados estilos de vida.
No final, ficaram algumas sugestões de como cada um de nós pode contribuir para a redução dos resíduos revendo suas próprias atitudes:

“Podemos reduzir o consumo simplesmente não tendo tanta pressa. Eu, por exemplo, mandei meu computador para consertar e fiquei três semanas sem, para evitar de comprar outro.”

“Uma das regras de nosso curso é não usarmos copos descartáveis. Se não tivéssemos feito esse acordo, teríamos gerado uma quantidade enorme de lixo.”

“As pessoas estão jogando lixo diariamente na beira da Estrada da Baronesa e o local que deveria ser a calçada está se transformando num lixão. Vou denunciar na Sub-Prefeitura para que eles acabem com isso.”

“Às vezes, eu almoço com meus alunos e mostro a eles que limpo o prato porque pego apenas o que vou comer. Assim, ensino-os a não desperdiçar o alimento.”

A tarde foi dedicada a uma experiência sensível coordenada por Marô: a chamada de Trilha de Sensações. Com os olhos vendados, nosso desafio foi identificar materiais diversos espalhados sobre as mesas. Com a ajuda do tato, do olfato e da audição, descobrimos coisas ásperas e macias, secas e molhadas, pedras, conchas e temperos. Descobrimos também quantas sensações novas podemos vivenciar quando não nos limitamos a dar uma rápida olhada nas coisas. De olhos vendados e de mãos dadas, percebemos o quanto é importante ter uma atitude colaborativa, confiando em nós mesmos e no outro.

Publicado por: martatb | setembro 14, 2008

Sétima oficina- A mata e a nossa história

A mata que sustenta a vida
Nesta manhã, tivemos a oportunidade de conhecer um pouco das riquezas naturais brasileiras, que estão entre as mais diversas do planeta. Em cada canto temos uma paisagem, uma vegetação, um biossistema peculiar que sustenta a vida em cada um dos 5  biomas do país: a Amazônia, a Caatinga, o Cerrado, a Mata Atlântica e o Pampa.
Rodrigo, nosso palestrante, dedicou tempo especial à Mata Atlântica que, um dia, cobriu todo o solo da região da Guarapiranga. Por que é tão importante proteger a parte que resta dela?
Porque a Mata, principalmente a mata ciliar, aquela se encontra às margens dos cursos d’água, ajuda a controlar a erosão e o assoreamento, é fonte de alimento para os animais aquáticos, recicla os nutrientes da terra, mantém a qualidade do solo e a qualidade da água.
Rodrigo fez uma demonstração prática que não deixou nenhuma dúvida sobre o que acontece quando destruímos a mata ciliar: a terra é literalmente lavada pelas águas da chuva, com perda de nutrientes e enxurradas de lama que geram assoreamento, o desaparecimento de espécies de animais e vegetais e a diminuição da capacidade hídrica da Guarapiranga.

O que estamos fazendo com a nossa represa
À tarde, a professora Martha Schultz nos conduziu pela Linha do Tempo Ambiental e pudemos perceber, caminhando ao longo da história, as transformações sofridas pela bacia do Guarapiranga, desde a construção da represa, no início do século XX, até os dias de hoje.
Depois, nos dividimos em grupos e fizemos um esforço para lembrar como era essa região quando éramos pequenos, o que ela se tornou hoje e como gostaríamos de vê-la no futuro.
Ao final, cada grupo apresentou um cartaz, que foi o resultado de suas reflexões:

“Para mim, a Linha do Tempo Ambiental foi uma experiência legal porque voltei para a infância e pude perceber o quanto a natureza foi devastada. Até que ponto esse progresso de que tanto se fala é realmente progresso?”

“A água atraiu moradias e indústrias, trazendo o ‘progresso’ para a região. Só que trouxe também ocupação desordenada, desmatamento, poluição, redução do nível de água da represa. Temos que acordar agora, se queremos uma cidade saudável e sustentável.“

“Nós mesmos determinamos nosso futuro.”

Publicado por: martatb | setembro 14, 2008

Sexta oficina- Agricultura e Oficina de futuro


O que a terra tem a nos ensinar.
Ouvindo e conversando com Bruno, nosso palestrante da 6ª Oficina de construção da Agenda 21 Escolar, de alguma forma reaprendemos a olhar para a terra como fonte de subsistência, de saúde e de qualidade de vida. Aprendemos que é possível praticar agricultura até numa cidade como São Paulo, com muitos benefícios para todos. Agricultura urbana é uma forma de reflorestar as cidades, de limpar os terrenos baldios e combater a pobreza, produzindo os próprios alimentos e gerando renda.
Além disso, a agricultura ecológica é uma ótima ferramenta pedagógica, que ajuda a nos re-conectarmos com os elementos naturais e os ciclos da vida. As atividades com a terra podem integrar todas as disciplinas, promover a vivência de conteúdos importantes e enriquecer o processo educativo.

Experiências compartilhadas
Uma professora falou de uma composteira giratória, instalada em um tambor; uma outra contou de um jardim plantado ao redor de um bosque de eucaliptos e um professor comentou de sua experiência com alunos mais indisciplinados que, ao se interessarem por um tema como a horta, por exemplo, podem se tornar excelentes líderes de projeto.

“ Estamos enfrentando um problema de desinteresse generalizado dentro da sala de aula devido à falta de perspectiva. Com este tipo de trabalho coletivo, nasce uma nova referência para o aluno.”

Em Rosário, Argentina, uma experiência com hortas comunitárias.
Vimos um filme que mostra uma experiência maravilhosa às margens do Rio Paraná. Numa cidade quase morta pela desativação de sua principal atividade econômica, a implantação de hortas comunitárias instaurou uma nova ordem social no lugar. A produção passou de subsistência para geradora de renda. O filme trouxe, para o nosso grupo, clareza sobre a importância da economia solidária e de como podemos trabalhar esse conteúdo nas escolas a partir da formação de uma horta.
No fim, ficou no ar um desejo de boa parte dos professores de, um dia, participarem de uma horta comunitária.

Saindo do Muro dos Desafios para a Árvore dos Sonhos
Na parte da tarde, demos continuidade à Oficina de Futuro iniciada no encontro anterior e os grupos apresentaram seus Muros dos Desafios e Árvores dos Sonhos. O Muro dos Desafios é construído com tudo aquilo que nos incomoda, que nos atrapalha, que piora a qualidade da nossa vida. A Árvore dos Sonhos é uma representação de como gostaríamos que fosse nossa casa, nossa rua, nossa escola, nossa cidade, nosso planeta.
A partir disso, começamos a construir nossos Planos de Ação para chegar onde queremos. Em outras palavras, começamos a construir nossa Agenda 21 Escolar, que será objeto do trabalho futuro nas nossas escolas.

A escola é um espaço de construção social
Neste encontro, estivemos com o Professor Luizinho falando sobre Educação Ambiental, Educação Política e construção do Projeto Político-Pedagógico.
Sua fala foi apaixonada e provocativa, incitando as pessoas a assumirem uma posição no mundo:

- O que me trouxe aqui?
- Que valores eu cultivo?
- Quais compromissos eu assumo com o Planeta?
- Em que minha prática pode fazer a diferença?
- Quais compromissos assumo com a minha escola?
- Em que minha prática pode fazer a diferença no Projeto Político-Pedagógico?

Suas perguntas provocaram grande mobilização e participação dos professores. Nem sempre houve consenso. Ao contrário, houve muita discussão e até polêmica, que se estendeu até a hora do almoço.
Assim é a construção coletiva: um processo longo, desafiador, em que precisamos aprender a ouvi o outro e negociar soluções para podermos produzir algo realmente transformador.

Algumas falas dos participantes:
 “ Nossos problemas estão centrados no egocentrismo, as relações individuais estão acabando com a escola.”
“ Os professores acabam ficando indiferentes ao descaso coletivo dentro da escola.”
“ Coordenadores e diretores são um obstáculo dentro da escola;  não apóiam as iniciativas dos professores.”
“ A palavra é COMPROMETIMENTO para se desenvolver e exercitar um conselho participativo’.

“Quando o Conselho Participativo chegou à nossa escola percebemos o valor da autonomia individual. Ainda acredito em meus sonhos.”

Falas de Luizinho:
 “ Nosso caminho é a escola como espaço de construção social e cultural, trazendo grupos da comunidade e parceiros para participar do projeto.”
“Trabalhar a temática Ambiental é um grande desafio porque mexe com vários interesses; porque não há projeto de escola dissociado de um projeto de mundo.”
“Problematizar filosoficamente é ir às raízes das causas.”

Oficina de Futuro
À tarde, iniciamos a Oficina de Futuro, uma metodologia de planejamento participativo, usada

internacionalmente, em que as comunidades, no caso, nosso grupo de professores, trabalham juntos, aprendendo a diagnosticar problemas, sonhar soluções e, a partir delas, elaborar um diagnóstico e um plano de ações voltado para a construção da Agenda 21 Escolar.
Duas etapas  básicas que fazem parte da Oficina de  Futuro são o Muro dos Desafios e Árvores dos Sonhos. Para sair desafios que identificamos e chegar nos sonhos que queremos alcançar, temos um longo caminho a percorrer, caminho que aprendemos a construir desenvolvendo nosso Plano de Ações. É o que faremos no nosso próximo encontro.

Publicado por: martatb | setembro 14, 2008

Quarta oficina- Saída de campo

Caminhadas  para treinar o olhar
Nosso quarto encontro foi dedicado ao que chamamos de caminhada diagnóstica, uma saída a campo que tem duplo objetivo.
O primeiro é treinar o olhar: olhar para ver o que se passa ao redor, olhar para analisar, olhar para pensar. O segundo objetivo é ampliar nosso conhecimento sobre questões ambientais e sociais e enxergar possibilidades para introduzir mudanças de atitudes na nossa vida pessoal e profissional, com base na revisão de parâmetros.

No Parque do Lago, a possibilidade de transformação
Esse lugar era um antigo porto de areia, que foi fechado por se tratar de atividade inadequada em área de proteção de mananciais. Onde antes havia crateras, de onde eram retiradas pedras e areia, existe hoje um lago com carpas e, ao redor, uma paisagem que, aos poucos, vai-se recuperando.

Produzimos mais lixo do que o planeta pode suportar 
Visitar o Aterro Sanitário do Embu foi uma experiência marcante, que fez surgir uma reflexão muito forte no grupo: a necessidade de diminuirmos o consumo e reciclarmos o que for possível.
Embora essa discussão seja muito antiga, continuamos produzindo muito mais lixo do que o planeta consegue suportar. Aliás, seria preciso ter três planetas iguais à Terra para que a natureza pudesse suportar as atividades humanas, entre elas, a geração de lixo. Sabemos que não existem políticas públicas para melhorar o manejo dos resíduos sólidos e aumentar a consciência da população sobre essa questão. Mas cada um de nós pode fazer a sua parte, reduzindo o consumo, fazendo coleta seletiva com o lixo seco e compostagem com o lixo orgânico.

COOPERMAPE , a cooperativa de catadores do Embu, dá o exemplo
A visita nos ajudou a compreender o papel social que pode ter a atividade de reciclagem, contribuindo para a mudança na vida dos cooperados. Eles saíram de uma situação degradante, que era catar diretamente nos lixões para obter uma renda minguada, e ganharam status de trabalhadores, com todos os benefícios trabalhistas garantidos, renda constante e melhor.
Benefícios do trabalho coletivo, do Cooperativismo e da autogestão foram percebidos na prática.

No Sítio do Seu José, uma experiência de proteção ambiental
A família do Seu José mora do Sítio do Sossego desde 84, plantando e cuidando de uma área com 100 m2 encravada no meio da favela. José nos contou que quando chegou  nesse lugar era tudo mata e um riacho. Ele começou a plantar tudo que podia, da forma mais diversificada possível.  Com a aproximação de um grupo de estudantes da USP, seu José descobriu que seu sítio é uma Agrofloresta, um sistema de reflorestamento que mistura de tudo um pouco, como acontece na natureza. Seu sonho é transformar esse lugar em um parque público.

Muitos professores apreciaram a visita, se entusiasmaram com a experiência viva do Seu José e identificaram diversas espécies da fauna e da flora. Tivemos a oportunidade de conhecer uma iniciativa isolada, intuitiva, que, bem planejada, pode servir de modelo para recuperar e preservar outras áreas.

Publicado por: martatb | setembro 13, 2008

Terceira oficina- Abrindo os olhos para a realidade ao nosso redor

A caminhada diagnóstica realizada na segunda oficina abriu nosso olhar para facetas da nossa realidade que quase nem mais percebemos, de tanto que elas fazem parte do nosso cotidiano. Esse exercício de olhar crítico, de ver para entender e ver para sentir, funciona como um estímulo à ação e à transformação. Muitos professores se expressaram neste sentido:
“A partir da atividade com as fotos e da caminhada comecei a perceber com mais atenção os locais por onde passava todos os dias. Agora vejo a minha região com outros olhos.”
“Quando a gente fotografa, parece que exploramos mais a nossa visão e o nosso olhar se torna mais crítico.”

Entendendo a Agenda 21
Isabel falou sobre a Agenda 21 no contexto das mudanças globais e no Brasil. Falou do passo-a-passo da sua construção, que se coloca como um desafio nas escolas e para cada professora e professor comprometidos com uma educação transformadora.

O que é Agenda 21?
É uma agenda de compromissos com a sustentabilidade para o século XXI. É um processo participativo e multissetorial, que tem como objetivo preparar e implementar um plano de ação estratégico e de longo prazo, abordando questões prioritárias para o desenvolvimento sustentável local.

Qual é o principal desafio em relação à Agenda 21?
Incorporar o conceito de desenvolvimento sustentável nas políticas públicas do país, no setor empresarial, no mundo acadêmico e na sociedade em geral, para que a tomada de decisões não considere apenas o aspecto econômico, mas também os aspectos social e ambiental.

 

Temas prioritários da Agenda 21 global
* Cidades sustentáveis (Estatuto da Cidade)
* Agricultura sustentável
* Infra-estrutura e integração regional
* Gestão dos recursos naturais
* Redução das desigualdades sociais
* Ciência e tecnologia para o desenvolvimento sustentável

Agenda 21 na escola
Temos que construir uma nova cultura.
A Agenda 21 na escola é política, porque é construída coletivamente. Ela compartilha poder. Ela reconhece o caráter coletivo da escola. É intencional, incorpora valores, envolve atores-sujeitos.
A Agenda 21 Escolar parte de projetos de intervenção coletiva para melhorar a realidade local e, nesse sentido, favorece a criação de uma cultura de sustentabilidade.

A Construção da Agenda 21 Escolar
À tarde, Cesinha explicou o modelo colaborativo, metodologia de construção da Agenda 21. Falou da importância de empoderar as pessoas da comunidade e partilhar responsabilidades, nos envolvendo mais com os processos e nos inserindo nas esferas de poder e tomada de decisão. Ele deixou bem claro que o fato da comunidade atuar não alivia, de forma alguma, a responsabilidade do poder público. Ao contrário, o modelo colaborativo é também reivindicativo.
Nós não fomos educados para participar do que é público, mas devemos aprender a fazê-lo, pois o poder está na comunidade.

Água: nossas nascentes, nossas morrentes
Conversamos muito sobre a água, com a mediação do Cesinha: o que é, de onde vem, para que serve e o que estamos fazendo com ela. Discutimos o conceito de bacia hidrográfica, como a Guarapiranga: é uma área natural onde há nascentes, cabeceiras e fontes e sua função é produzir água em quantidade e com qualidade para o uso humano. Cuidar da bacia é tarefa tão importante que deve transcender o conceito de divisão política e não pode deixar prevalecer outros interesses que não estejam relacionados à produção de água para a cidade e para as pessoas. Como disse uma professora, depois do filme sobre a Água, que assistimos no final da tarde, precisamos cuidar da nossa bacia, para que as nossas nascentes não se transformem em morrentes.

Querida professora, Querido professor,

conforme combinamos, estamos enviando duas cartas endereçadas à diretora de sua escola, para podermos definir aquelas que participarão da 2a etapa do Projeto Yporã.

A “Carta 2a etapa.doc” explica para a diretora no que consiste essa etapa. O “Compromisso 2a etapa.doc” é o documento que deve ser assinado por ela, apoiando a iniciativa.

Lembre-se que das 25 escolas inscritas no nosso curso, apenas 10 receberão o acompanhamento no segundo semestre. Por isso, adotamos os seguintes critérios: as escolas serão selecionadas de acordo com a qualidade da participação de seus professores nas oficinas e o compromisso da diretora em apoiar a construção da Agenda 21 Escolar em sua escola.

É fundamental que você nos encaminhe o Compromisso assinado até o dia 30 de julho, para que possamos definir as escolas que estarão conosco na 2a etapa. Tão logo você tenha isso em mãos, passe um e-mail para mim avisando (mbraconi@terra.com.br)  ou

envie pelo Correio para:
SOS Represa Guarapiranga
Rua Marizeiro, 690   CEP 04928-000
São Paulo   SP

Espero que você continue fazendo parte da nossa equipe.

Um abraço,

Marta T. Braconi
SOS Represa Guarapiranga

Compromisso 2a etapa

Carta 2a etapa

Publicado por: martatb | junho 16, 2008

Relatórios e mudanças de datas

Caros professores e demais,
 
Até agora não recebemos nenhum relatório dos grupos sobre a 2ª caminhada, que havíamos solicitado como material para a agenda. Também não recebemos aquelas primeiras fichas de planos de ação que iniciamos após a 1ª oficina do modelo colaborativo, com a análise das fotos da 1ª caminhada. Todos esses materiais são muito importantes para a construção da nossa Agenda. Peço que levem sem falta no nosso próximo encontro.
 
Conforme conversamos no nosso último encontro, dia 1º/06 a oficina do dia 27/09 seria transferida para 08/08, tema: Mídia e Educação Ambiental- a análise da propaganda e a construção de novas percepções; Oficina: Análise de propagandas.
 
O último encontro de 29/11 seria transferido para 30/08 ou 13/09.
 
Gostaríamos de saber a opinião de vocês. Todos estão de acordo com as mudanças de data? Qual data é melhor para vocês na última oficina?
Precisamos destas respostas o mais rápido possível para divulgarmos a todos.
Abraços
Equipe Agenda 21 Guarapiranga
 

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